Muitas
pessoas têm duvidas da existência histórica
de Cristo. Deixemo-las em suas divagações,
pois não temos tempo a tratar de demonstrar a existência
do Sol.
A
narrativa da descida do Verbo ao seio da matéria
é tão perfeita, tão verdadeira quanto
a descida do Eu Sou ao Meu Corpo.
Jesus
identificou-se com o Cristo, "O Verbo por quem todas
as coisas foram feitas". Para as igrejas, esse fato
divino tornou-se em data histórica de quem consideram
a divindade encarnada (o Cristo Místico). Assim
como o Cristo dos Mistérios, O Logos, a Segunda
Pessoas da Trindade, é o Macrocosmos, assim também
o Microcosmos encerra e representa o segundo aspecto do
Espírito Divino, chamado, por isso, Cristo. O segundo
aspecto do Cristo dos Mistérios é, portanto,
a vida do Iniciado, a vida do Segundo Nascimento no Reino
Interno. Durante esta Iniciação Interna,
o Cristo nasce no homem e, mais tarde, exalta-se, para
tornar mais intelectual ao Iniciado a natureza do Espírito
nele.
Há
uma só religião com muitas instituições
religiosas, assim como há uma única
humanidade com muitas raças e costumes. O
Grande Arcano das religiões, como o temos
visto, está no poder do Fogo Crístico
e da Luz Inefável. O Sol, sempre o Sol, era
adorado como o Grande Fogo que ardia no meio do
Universo, ao passo que o Fogo Divino está
mais além do Sol físico. Por esse
Fogo Divino Interno, que foi adorado no princípio,
o homem nos deixou um símbolo no archote,
na espada flamígera e na coroa de ouro cujas
pontas se assemelhavam aos raios solares. Todos
os Homens Deuses tinham nomes que significavam Fogo-Luz:
Júpiter, Apolo, Hermes, Mitra, Baco, Odin,
Buda, Krishna, Zoroastro, Fo-Hi, Agni, Hiram Abiff,
Sansão, Josué, Vulcano, Alá,
Bel, Baal, Serápis, Salomão, Jeshua
(Jesus) e muitas outras divindades cujos nomes significam
manifestações de Luz.
Somente
por meio do Amor pode o homem aspirar à Iniciação.
Pelo amor verdadeiro o homem pode tornar-se "puro,
santo, sem mancha e viver sem transgressão",
chegando assim a ser Iniciado, a SER Cristo CONSCIENTEMENTE.
Esse é o caminho das provas que levam à
"Porta Estreita", ao "Caminho da Santidade"
e, pois, ao"Gólgota com a Cruz às Costas".
O
Cristo-Sol no homem é o Fogo Divino da Alma, que
se deve "converter em Luz"; "O nosso Deus
é Fogo", disse Moisés. É o Menino
que nasce como o homem no presépio, na casa de
carne (Belém), o corpo físico.
O
candidato deve desenvolver estas qualidades de maneira
perfeita, antes que o Cristo possa nascer nele. Deve preparar
a morada para esse Menino Divino que vai crescer dentro
dele. Os preceitos necessários para desenvolver
essas qualidades estão perfeitamente traçados
no Sermão da Montanha, e nada mais temos a dizer
sobre esse particular.
O
maior Mistério do Cristianismo está encerrado
nos 14 versículos do primeiro capítulo do
Evangelho de São João:
1.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com
Deus, e o Verbo era Deus.
2.
Ele estava no princípio com Deus.
3.
Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do
que foi feito se fez.
4.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;
5.
E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não
a compreenderam.
6.
Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7.
Este veio para testemunho para que testificasse da luz;
para que todos cressem por ele.
8.
Não era a luz; mas para que testificasse da luz,
9.
Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem
que vem ao mundo.
10
. Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo
não O conheceu.
11.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12.
Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos Filhos de Deus; aos que crêem no seu
nome;
13.
Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade
da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e
vimos a sua glória, como a glória do unigênito
do Pai, cheio de graça e de verdade.
Todas
as religiões, antigas e modernas, colocaram e colocam
sobre altares a imagem de um homem ou de uma mulher para
simbolizar o poder Divino e o Adorá-lo. A Arca
de Noé, a Terra Prometida, o Presépio de
Belém, o Santo Sepulcro, o Tabernáculo,
Jerusalém, o Templo de Salomão etc. não
são mais do que o mesmíssimo corpo humano
onde arde o Fogo Crístico.
O
homem é um sistema universal composto de astros,
planetas, sóis, luas, cometas, vias-lácteas
e constelações. Deve seguir as mesmas LEIS
DO SISTEMA MAIOR. Quanto mais perfeito é o homem,
tanto maior cumprimento dá a essas leis, como o
fez Jesus Cristo. Nós também "devemos
chegar, algum dia, à estatura do Cristo".
Há
uma só religião com muitas instituições
religiosas, assim como há uma única humanidade
com muitas raças e costumes. O Grande Arcano das
religiões, como o temos visto, está no poder
do Fogo Crístico e da Luz Inefável. O Sol,
sempre o Sol, era adorado como o Grande Fogo que ardia
no meio do Universo, ao passo que o Fogo Divino está
mais além do Sol físico. Por esse Fogo Divino
Interno, que foi adorado no princípio, o homem
nos deixou um símbolo no archote, na espada flamígera
e na coroa de ouro cujas pontas se assemelhavam aos raios
solares. Todos os Homens Deuses tinham nomes que significavam
Fogo-Luz: Júpiter, Apolo, Hermes, Mitra, Baco,
Odin, Buda, Krishna, Zoroastro, Fo-Hi, Agni, Hiram Abiff,
Sansão, Josué, Vulcano, Alá, Bel,
Baal, Serápis, Salomão, Jeshua (Jesus) e
muitas outras divindades cujos nomes significam manifestações
de Luz.
A
fábula de Prometeu é um véu da Verdade:
a alma humana, ao possuir o fogo divino da humanidade,
empregou-o para a destruição. Foi encadeada
à rocha (o corpo) e devorada pelo abutre (dos desejos)
até que um homem conseguisse dominar o fogo e se
tornasse perfeito. Essa profecia foi cumprida por Hércules
(o Cristo), que (nascendo como Luz no mesmo fogo da alma)
libertou a que, havia tantos anos, estava submetida ao
tormento (nascendo no seu coração pelo segundo
nascimento ou Iniciação).
A
luz que brilha no sistema nervoso é o mediador
entre o Deus Íntimo e o homem externo. É
a ponte que une o Espírito à Matéria.
Por causa dessa Luz o Filho do Homem é chamado
Filho de Deus. Os filhos da Luz conseguiram ver o Sol
Interno Invisível. As antigas religiões
buscavam a maneira de captar o fogo cósmico que
circulava no éter; por isso, valiam-se os sacerdotes
de plantas, de animais e de metais com propriedades absorventes
dessa Luz Invisível. O cristianismo emprega o fogo
em seus ritos com o incenso para simbolizar que, assim
como o fogo queima o incenso e este se converte em fumo
perfumador, assim também o Fogo Divino, no homem,
consome tudo quanto há de grosseiro da alma, para
convertê-la em fragrante perfume. Os campanários,
as torres, os obeliscos e as pirâmides são
símbolos nativos do Fogo.
O
ouro dos templos tem a cor da luz solar. Os círios
acesos nos altares representam o Fogo Divino. A pequena
lâmpada vermelha alimentada com azeite, que ilumina
o altar, é o mais importante; é o símbolo
de IEVE, Adão-Eva, O Senhor Construtor das Formas.
O
azeite é o símbolo do sangue: este mantém
a chama sagrada do homem, assim como o outro sustenta
as chamas físicas.
O
sangue é o veículo da chispa divina. Esta
chispa move-se com a corrente sanguínea e não
se encontra em qualquer ponto particular do organismo.
A vibração desta chispa pode ser dirigida
e localizada em qualquer parte do corpo, por meio da vontade
concentrada. O sangue incendeia-se nas veias e manifesta
o Fogo Divino Interno.
O
Iniciado participa do Divino Poder Solar. Transfigura-se.
Esse poder manifesta-se em forma de auréola de
luz ao redor de sua cabeça, porque o Fogo do Espírito
Santo no Sacro se converte em luz no cérebro, e
o Iiniciado se converte em Onisciente sem necessidade
do intelecto. Essa auréola de luz, com o tempo,
converte-se em diadema para o rei, mitra para o bispo,
disco de luz para a cabeça dos santos. O Fogo Criador,
ao subir pela espinha dorsal e, finalmente, chegar ao
terceiro ventrículo do cérebro, toma uma
formosíssima cor dourada, irradia-a em todas as
direções, formando uma coroa sobre o osso
occipital, em forma de leque. Essa luz significa a regeneração
do homem que alcançou a "estatura de Cristo".
Ela muda de cor conforme o pensamento: a pureza converte-se
em branca; a espiritualidade, em azul; o saber, em amarelo;
o amor, em cor-de-rosa etc. Temos hoje muitos meios de
demonstrar esses fenômenos e muitos homens de ciência
estão ocupados no estudo da aura humana.
Temos
já dito que o homem deve ter dois nascimentos:
um físico e um espiritual. Tem de ser homem e Cristo
ao mesmo tempo. Vamos agora tratar de decifrar o Mistério
do Cristo no homem físico assim como deciframos
o significado do Cristo Solar.
O
grânulo de vida está depositado no útero
materno, porta da vida, durante nove meses; após
esse tempo, nasce, e a Alma Cristo permanece no casebre
do coração, no corpo (casa de carne). O
Menino-Cristo no homem está rodeado de animais:
a ignorância do burro, a debilidade do cordeiro
e a brutalidade do touro. O rei das trevas, no corpo,
com a ambição e o orgulho, quer matar o
novo Rei nascente, para livrar-se do remorso e ter ampla
liberdade de seguir os desejos da carne. O neófito
é atacado pelo fantasma do umbral no segundo nascimento
e é perseguido por todas as hostes do inferno (mundo
inferior). Foge, então, para o Egito, isto é,
refugia-se no mundo interno, abandonando as tentações
do corpo e suas paixões, a fim de crescer espiritualmente
e voltar, depois, ao cumprimento de sua missão
na vida. Assim como o Sol percorre aparentemente os 12
signos zodiacais, também o Espírito Crístico
tem de percorrer todas as dependências do seu sistema
no corpo, que é a miniatura do Universo.
A
cabeça é o Oriente do homem, de onde sai
o Sol-Cristo. O Iniciado deve dirigir sempre os seus pensamentos
e suas práticas para o cérebro, onde tem
a raiz de sua trindade. A porta para o Oriente é
o coração, por onde deve entrar o neófito.
Por essta porta o neófito ou recém-nascido
é conduzido para as piras do batismo (que se acham
no fígado, órgão que forma, por suas
emoções e desejos, o corpo astral ou de
desejo); ali ele é batizado e submetido à
Prova da Água, que significa o domínio do
desejo. O recém-nascido jura ante o altar no coração,
onde brilham um Sol e seis luminares. (O Sol foi depois
representado pela custódia, símbolo do Sol
resplandecente, ou símbolo do Fogo Divino; os seus
centros magnéticos ou planetas são simbolizados
pelos seis círios.)
O
Cresthos (em grego significa "Bom") é
uma qualidade que deve ser adquirida antes de poder se
tornar um Cristo, um Ungido. Após haver chegado
a viver uma vida virtuosamente exotérica, poder-se-á
começar a viagem ou o caminho para a Iniciação,
a Senda da Provação – a senda que
conduz à porta estreita – o caminho da Santidade,
o caminho da Cruz. O aspirante deve adquirir as sete virtudes
para sentir o ardor pela felicidade de ver Deus e de unir-se
a Ele (Mateus 5: 8).
O
Espírito que mora no corpo é um fragmento
invisível de Deus. É trino, por ser Deus.
É Poder, Amor e Saber. O Pai é o Poder;
o Filho é o Amor e o Espírito Santo é
o Saber. A Iniciação consiste em dar completa
liberdade ao Íntimo para que obre por meio dos
seus três atributos. O Cristo Místico, pois,
é o Ser Interno do homem e, por conseguinte, é
Duplo. É o Logos, Verbo ou Segunda Pessoa da Trindade,
que desce à Matéria. Em seguida, o Amor,
segundo aspecto do Espírito Divino, faz evoluir
o homem. Um representa os processos cósmicos no
Mito Solar, o outro representa o processo que se passa
no indivíduo. Ambas as fases, a Solar e a Individual,
encontram-se na narrativa dos Evangelhos; sua união
nos apresenta uma imagem do Cristo Místico. O Cristo
Cósmico, a divindade que se envolve com a Matéria,
é a encarnação do Logos ou Deus feito
carne. Esta Matéria-Mãe recebe da Terceira
Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, a vida que
a anima e lhe permite tomar forma.
A
Matéria condensada é modelada em seguida
pelo Filho, o Segundo Logos, que se sacrifica encerrando-se
ou crucificando-se, a fim de tornar ao "Homem Celeste".
Do
seu corpo fazem parte todas as formas. Tal é o
processo cósmico dramaticamente representado nos
Mistérios.
"O
Espírito de Deus pairava sobre as Águas.
E as trevas estavam sobre a fece do Abismo", disse
o Gênese.
Logo,
lhe foi dada a Forma pelo Logos: "Todas as coisas
foram feitas por Ele e nada foi feito sem Ele", disse
São João no seu Evangelho.
Uma
vez terminado o trabalho do Espírito, o Cristo
Cósmico e Místico pode revestir-se de Matéria,
entrando no seio da Virgem Matéria. Esta Matéria
foi vivificada pelo Espírito Santo a fim de receber
o Segundo Logos e, assim, o Cristo se encarna e se faz
carne; a vida e a matéria O envolvem com uma vestimenta
dupla. É a descida do Logos na Matéria,
descrita com o nascimento do Cristo por uma Virgem. Isso
se torna Mito Solar, esse é o nascimento de Deus-Sol
no momento em que o signo de Virgo ou Virgem se levanta
no horizonte. Começam aqui os símbolos e
as lendas. O Menino nascido está sujeito a todas
as debilidades infantis. Ele, então, representa
"a alma frágil que nasce para a Evolução".
A Matéria O aprisiona para matá-lo. Ele,
porém, lentamente triunfa e modela o corpo para
um destino sublime. Consegue a maturação
do corpo e se crucifica nessa matéria com a finalidade
de derramar da cruz todas as energias de sua vida, sacrificada
em benefício do progresso da criação.
Padece,
depois morre para os sentidos e é sepultado; mas
levanta-se com o corpo astral radiante que torna veículo
ou vestimenta (da alma) e vive através das idades.
A crucificação de Cristo é uma parte
do grande sacrifício cósmico. Todas essas
alegorias da crucificação nos mistérios
se materializavam até o ponto de tornar-se morte
verdadeira de uma pessoa, sofrida na Cruz e num crucifixo
levado por um ser humano que expira.
Toda
esta história é hoje a história de
um homem; foi aplicada ao Instrutor Divino, Jesus, e transformou-se
na história de sua morte física, assim como
o seu nascimento de uma Virgem e a infância rodeada
de perigos. Sua Ressurreição e Ascensão
chegaram a ser assim como incidentes de sua vida. Os Mistérios
desaparecem, mas as lendas chegam a ser a vestimenta do
Instrutor da Judéia. O Cristo Cósmico desaparece
no Cristo Histórico. "Para os Iniciados, porém,
o Cristo era, é e será sempre o dos Mistérios,
que está intimamente ligado ao coração
humano – o Cristo do Espírito Humano –
o Cristo que vive em cada um de nós, que aí
vive, é crucificado, ressuscita dentre os mortos
e sobe ao céus, em meio dos sofrimentos e dos triunfos
de todo "Filho do Homem. A vida de todo Iniciado
nos Mistérios celestes está traçada
em grandes linhas na biografia dos Evangelhos. Por isso
São Paulo fala do nascimento, da Evolução
e da maturação completa de Cristo no discípulo.
Todo
homem é potencialmente um Cristo e segue de um
modo geral a narrativa dos Evangelhos nos incidentes principais.
Mas, como já dissemos, esses têm um caráter
Universal e não Partcular.
Cinco
grandes Iniciações esperam o aspirante a
Cristo. A primeira É O SEGUNDO NASCIMENTO DO CRISTO
NO CORAÇÃO, POIS O DISCÍPULO NASCE
NO REINO DE DEUS INTERNO, COMO UM MENINO. "SE NÃO
VOS TORNARDES COMO MENINOS, NÃO ENTRAREIS NO REINO
DOS CÉUS" DISSE JESUS. Jesus nasceu na caverna.
(É a gruta da Iniciação conhecida
pelos antigos como a "Caverna da Iniciação".)
Em cima da gruta brilha a ESTRELA DA INICIAÇÃO,
cuja luz resplandece pelo nascimento da LUZ INEFÁVEL.
Sua vida está em perigo por causa das tenebrosas
potências do mal. Apesar de todo o perigo, alcança
o estado viril, porque, uma vez nascido, não pode
o Cristo morrer, tem de terminar sua evolução
no homem. Sua vida se expande em beleza e força,
crescendo em sabedoria e espiritualidade até alcançar
a Segunda Iniciação.
A
Segunda Iniciação é o batismo da
água ou o domínio de todos os desejos, o
qual lhe confere os poderes necessários a um Instrutor.
Então, descendo o Espírito Divino sobre
Ele com a glória do Pai Invisível, ilumina-o
e assim chega a ser "O FILHO BEM- AMADO", A
ELE SE DEVE ESCUTAR.
Logo
Ele é levado ao deserto da Matéria para
ser tentado. O inimigo secreto, que reside no baixo-ventre
ou no inferno (parte inferior do corpo), esforça-se
por lhe mostrar a dificuldade de seguir a senda, e convida-o
a servi-lo, para a sua própria tranqüilidade
e proveito pessoal. Ele, porém, vence o Tentador
e a Tentação e volta aos homens, a fim de
alimentá-los com o pão da vida e curá-los
das doenças.
Depois
de tantos serviços impessoais e sofrimentos internos,
galga a montanha sagrada da Terceira Iniciação,
onde se transfigura, tornando-se tão radioso quanto
o Sol.
Estará,
então, preparado para o BATISMO DE FOGO ou
o BATISMO DO ESPÍRITO SANTO e a entrada na
última etapa do caminho da Cruz. É,
então, perseguido e vituperado; contudo, não
deixa de crescer a vida do amor. Bebe o cálice
amargo da traição, do abandono, e é
negado por todos os seus. Anda desapreciado pelos
homens, carregando a cruz na qual deve morrer, renunciando
à vida do mundo inferior. Cercado de inimigos
triunfantes, o seu heróico coração
lança um grito ao Pai que parece tê-lo
abandonado, e então abandona o corpo de desejos.
Ele, o iniciado, desce aos infernos para poder salvar
os que pedem auxílio e os átomos que
desejam trabalhar sob o estandarte do Ser Interno.
Volta depois à luz, abandonando as trevas inferiores,
com o sentimento de que é o Filho Inseparável
do Pai.
Uma
vez terminados os seus deveres na vida terrestre, Ele
sobe ao Pai por meio da Quinta Iniciação,
porque já está unido ao Deus Íntimo.
É
esta a história dos Cristos e dos mistérios,
ou do Cristo dos Mistérios, sob o duplo aspecto
– Logos e homem –, cósmico e individual.
Jesus
é considerado como o Cristo Místico e Humano,
que luta, sofre e, finalmente, triunfa: é o homem
em quem a humanidade se vê crucificada e ressuscitada,
cuja história promete uma vitória a todos
os que, como Ele, forem fiéis até a morte,
e até mais além da morte.