Os
gnósticos do século XX reaparecem em 1950
em terras sul-americanas - mais especificamente na Colômbia.
Samael Aun Weor é o Grande Mestre Gnóstico
do século XX, tendo escrito, quando em vida, mais
de 60 livros, hoje traduzidos para as principais línguas
faladas do mundo. A publicação de seus livros
deu origem à Nova Gnose, hoje em processo de expansão
em todos os continentes do mundo.
Samael
Aun Weor
Além
da obra escrita, Samael deixou gravadas cerca de
300 conferências e cátedras especiais,
grande parte delas já transcritas e impressas.
Além disso, Samael, durante sua vida, criou
5 grandes instituições mundiais, a
partir das quais derivaram as milhares de associações,
grupos, escolas e núcleos de estudos, práticas
e trabalhos sociais, humanitários e culturais
hoje atuantes e existentes no mundo.
Os
50 anos de história da Nova Gnose do século
XX podem ser resumidos em algumas etapas distintas
e sucessivas. Tudo começou a partir da publicação
do livro El Matrimónio Perfecto, na Colômbia,
em 1950. Mesmo com tiragem modesta, este livro veio
a público como uma bomba, tendo extremecido
até os alicerces do pensamento espiritual
desse país, transformando-o no epicentro
de uma verdadeira revolução intelectual
e espiritual que se estendeu, depois, para os demais
países latinos.
De
1950 a 1960 são publicados outros livros,
como La Revolución de Bel, Tratado de Medicina
Oculta, Curso Zodiacal e muitos outros. Essa fase
inicial foi tremendamente difícil e penosa,
tanto para Samael Aun Weor e sua família
quanto para seus primeiros discípulos e instrutores.
Em
1952, por conta de suas idéias e ideaisSamael Aun
Weor acaba indo para a prisão sob a acusação
de curandeirismo e porque seus primeiros livros revelavam
o segredo do Grande Arcano (a Magia Sexual), algo que
nenhum líder espiritual da época aceitava.
Samael Aun Weor e os novos gnósticos foram, como
nos primórdios do cristianismo, severamente perseguidos
pelas autoridades e pelos líderes espirituais do
seu país. Não restou a Samael Aun Weor e
sua família outra alternativa que não a
de abandonar a Colômbia, indo refugiar-se no México,
onde viveu até o último de seus dias.
Cabe
destacar que durante os anos 50 Samael buscou união
e apoio junto a diversos líderes espirituais do
mundo, porém, com pouca aceitação.
O Papa Pio XII, por exemplo, sequer respondeu à
carta de Samael que propunha a união de todos os
credos e religiões contra o materialismo ateísta
que crescia rapidamente em todas as partes do mundo, idéia
essa que só na transição do milênio
a Igreja de Roma começou a aceitar.
O
Professor Francisco A Propato, líder espiritual
na Argentina, junto com Sivananda, foram os únicos
a aceitarem a idéia de uma Aliança Internacional.
Dessa iniciativa surgiu a ALAS-AGLA que perdurou por poucos
anos, tendo em vista o falecimento de seus dois líderes
(Sivananda e Francisco Propato). Serviu essa aliança
de ensaio para o surgimento do Movimento Gnóstico
Cristão Universal, que se consolidou nos anos 60.
Pirâmide
Maia em Chichen Itzá
Cumpre
destacar que nos anos 50 surgem, com Samael Aun
Weor, vários grandes discípulos que
acabaram se tornando, depois, grandes sustentadores
e impulsores da obra gnóstica no continente
latino. Porém, o que mais se destacou foi
Júlio Medina Vizcaino, boddhisattwa do Mestre
Gargha Kuichines. Dom Julio aplicou toda sua fortuna
em favor da causa gnóstica. Nem é
preciso dizer que acabou sendo abandonado por todos
ao longo do tempo, acabando sozinho e desprezado
no final da vida, tendo passado, em silêncio,
por toda sorte de ataques, críticas e humilhações.
Mas, cumpriu sua missão e logrou a tão
almejada auto-realização íntima
do seu Ser.
Na
década de 60 a Nova Gnose de Samael Aun Weor
alcança praticamente todos os países
americanos de fala espanhola e parte do Brasil.
No Brasil, os livros de SAW começam a ser
editados em 1962, porém, sua circulação
foi restrita.
Durante
o período de 1962 a 1972, exceto pela realização
de discretas conferências e a edição
de alguns livros em português, nada mais se fez.
Serviram esses anos para consolidar internacionalmente
o Movimento Gnóstico e, também, para apresentar
ao público o pensamento político da Nova
Gnose, uma faceta que poucos conhecem, mas que representa
a plataforma filosófica do que será a organização
social, política e econômica da Era de Aquário,
ainda distante no futuro.
Sobre
o assunto, Samael escreveu 3 livros, além de haver
deixado muitas mensagens de cunho humanitário,
como as propostas contidas na criação do
Instituto de Caridade Universal em todos os países
do mundo.
Mas,
o período mais produtivo e marcante de Samael foi
a década de 1970. Nessa época, Samael escreveu
suas mais importantes e definitivas obras, como As 3 Montanhas,
Pistis Sophia Desvelado, O Mistério do Áureo
Florescer, A Revolução da Dialética,
dentre outros.
No
campo institucional, Samael criou a Igreja Gnóstica
(hoje atuante em diversos países do mundo) e a
Associação Gnóstica de Estudos de
Antropologia e Ciências. Realizou grandes Congressos
e Concílios internacionais com a presença
de milhares de estudantes, instrutores e líderes
de todas as partes do mundo.
O
coroamento da obra de Samael se dá na noite de
24 de dezembro de 1977, quando vem a desencarnar em sua
própria casa junto aos familiares e discípulos
mais íntimos depois de haver cumprido 90 dias de
terríveis sofrimentos físicos por conta
das últimas etapas de suas Altas Iniciações,
no final da Segunda Montanha.
A
partir desta data, a Noite de Natal passou a ter um duplo
significado para os novos gnósticos. Enquanto o
mundo celebra o nascimento do Menino Deus em Belém,
os novos gnósticos celebram também o rito
de passagem do seu Grande Mestre e Líder para o
outro Plano Existencial.
SAMAEL
AUN WEOR POR ELE MESMO
O
texto abaixo é a transcrição de uma
palestra que Samael proferiu no Auditório Cívico
do Estado, em Guadalajara, México, no ano de 1975:
"Muita
gente acredita que Samael é apenas um pseudônimo.
Não! Efetivamente, eu sou Samael! Vocês mesmos
devem ter lido ou ouvido falar que a Kabala fala de Samael,
qualificando-o como o Anjo Regente do planeta Marte. Na
Bíblia, Samael é qualificado como demônio.
Não importa! O fato é que eu sou Samael!
E
digo com toda franqueza e honestidade que isso é
verdade e, ainda que me levassem a um paredão de
fuzilamento, não mudaria de idéia. Eu não
tenho pseudônimo! Repito: Eu sou Samael!
Mas,
por que alguns dizem que eu sou um anjo e outros dizem
que eu sou um demônio? Simplesmente porque eu caí
(uma queda espiritual), num passado muito remoto, quando
vivia na Ásia Central, nos Himalaias, no começo
da Raça Ariana. Cometi o mesmo erro do Conde Zanoni.
Naquele tempo, eu tinha um corpo lemuriano, imortal. Fui
testemunha ocular do afundamento de todo o continente
da Lemúria ao longo de mais de dez mil anos. Vi
nascer a Atlântida. Conheci toda a Atlântida,
onde segui vivendo com o mesmo corpo lemuriano. Vi também,
depois, a Atlântida afundar-se no oceano. Acompanhei
o Manu Vaisvavata em seu êxodo daquele continente,
antes do seu afundamento.
Mas,
infelizmente, cometi um grave erro. Acontece que, depois
do êxodo, acabei indo viver num dos tantos reinos
que havia na região na época. Eu estava
proibido de tomar esposa novamente, por causa do meu grau
de imortal. Se vocês não sabem, esclareço
que os filhos dos Deuses não podem mais desposar
mulheres. Mas, acabei me apaixonando por uma belíssima
mulher e acabei me casando. Grande erro! Minha Divina
Mãe, um dia, me chamou a uma caverna profunda.
E lá me mostrou o futuro que me aguardava caso
continuasse naquela situação. Vi lágrimas,
chuvas, doenças, misérias. Me vi como um
autêntico judeu errante no mundo. Pedi perdão
pelo erro cometido, mas, já era tarde; já
havia metido os pés pelas mãos! Essa foi
minha queda.
Perdi
o corpo imortal e acabei submetido à roda de nascimentos
e mortes.
Por
isso digo a vocês: meu Real Ser Interno é
a Mônada Regente do planeta Marte. Quanto a mim,
aqui, diante de vocês, acabei me transformando num
Boddhisattwa caído. Ressurgiram os egos em minha
mente e me tornei um verdadeiro diabo. Agora, nesta atual
existência, compreendi a necessidade de eliminar
os egos, de realizar a Grande Obra e retornar ao Pai.
É assim, dessa forma, que estou aqui, hoje, falando
a vocês, com o coração na mão!
Samael Aun Weor é o meu nome verdadeiro como Boddhisattwa.
Samael é o nome da minha Mônada!
Sou
perfeitamente consciente do amanhecer da vida neste sistema
solar! Eu vi surgir esta Creação! Estou
aqui, com esta humanidade, desde o primeiro instante!
Desde que o coração do sistema solar começou
a palpitar depois de uma longa Noite Cósmica! Vim
para cá porque para cá me mandou meu Deus
Interno, meu Pai que está dentro de mim! Meu propósito
é o de servir e de ajudar esta humanidade! E creio
que estou servindo o meu semelhante, creio que estou trabalhando
em favor da humanidade! Durante muitos séculos
estive caído, é verdade, mas, agora, não!
Já me levantei do lodo da terra. Já estou
finalizando a Obra do Pai!
Portanto,
falo do que tenho vivido e experimentado! Estou dentro
deste corpo para poder ajudar a humanidade. Mas, em nome
da verdade, digo que eu sou o Arcanjo Samael! Se os ignorantes
querem dar risada do que estou dizendo ou se não
aceitam esse fato, não importa! Não é
problema meu! A mim só me interessa dizer o que
sou quando me perguntam! Meu único objetivo é
o de ensinar a Doutrina do Pai, de meu Pai, que está
dentro de mim.
Agora
vou narrar algo extraordinário, relacionado à
minha atual existência. Quando reconquistei (e tenho
que dizer que foi uma reconquista, porque havia perdido
e agora já recuperei) o grau de Adepto Qualificado,
naturalmente, fui recepcionado no Mundo Causal. É
nesse Plano da Consciência Cósmica que está
o templo da Grande Loja Branca. Os Mestres da Fraternidade
Branca me receberam com desfiles militares e todos me
saudaram como fazem os gnósticos. A solenidade
de recepção, realizada no templo, foi em
estilo militar. Os Adeptos desfilaram diante de minha
insignificante pessoa como fazem os militares nos dias
comemorativos unicamente para me dar as boas-vindas, do
mesmo modo como fazem com qualquer outro Iniciado que
alcança determinado grau ou posto dentro da Hierarquia
Divina.
A
transmissão de grau foi feita telepaticamente.
Não lembro de ter visto nenhum sorriso no rosto
dos presentes. E ali havia Adeptos chineses, alemães,
ingleses, franceses, enfim, de todas as partes do mundo
que estão trabalhando na Grande Obra do Pai. Ninguém
estava sorrindo. Pelo contrário: em todos existia
uma grande seriedade.
Nessa
ocasião, telepaticamente, me informaram de tudo
que vai acontecer com a humanidade proximamente. Milhões
de seres humanos vão perecer pelo fogo, pela água,
pelos furacões, pelos terremotos, pelas doenças,
pela fome e pelas guerras, que acontecerão antes
daquelas catástrofes. Portanto, ninguém
estava sorrindo; não havia motivo para rir. Pelo
contrário: havia uma terrível severidade
em todos aqueles rostos. Me foi dado a entender também
a grande responsabilidade que eu estava assumindo, porque,
sobre meus ombros, estava caindo o dever de conduzir o
Exército de Salvação Mundial desses
difíceis tempos finais.
Hercólubus
esta vindo em direção a Terra
Também
me foi dito na época que as instituições
gnósticas que caíssem na negligência
ou que amolecessem no trabalho seriam cortadas.
Ou seja: seriam desligadas da força cósmica,
essa fantástica energia que a tudo faz crescer
e progredir. Obviamente, pessoas e grupos destituídos
dessa energia acabariam se confundindo e fracassando
no trabalho, individual e coletivo.
Portanto,
é preciso criar um exército de pessoas
de boa vontade antes que venha a catástrofe
e levá-lo a um lugar seguro. Eu sei qual
é esse lugar, mas se eu revelasse, acabaria
atrapalhando a Obra do Pai. Nesse local não
vai acontecer nada. A esse lugar serão levados
todos aqueles que se mostrarem dignos, aqueles que
efetivamente estiverem trabalhando sobre si mesmos.
No dia, hora e tempo certo essas pessoas serão
avisadas para onde devem se dirigir. E ali, todos
reunidos, contemplaremos a batalha entre o fogo
e a água, como aconteceu na Lemúria
e na Atlântida, durante dois séculos.
Passados
os 200 anos, quando do fundo do mar já terão
surgido novas terras, é para ali que será
conduzido esse grupo, convertendo-se no núcleo
básico de formação da Sexta Grande
Raça.
É óbvio que, nesse intervalo, a Terra ficará
envolta em fogo, fumaça e vapor. É durante
esses dois séculos que essas pessoas terão
que eliminar de sua mente o eu psicológico. Na
nova Idade de Ouro não será dado corpo físico
a ninguém com ego. Uma só pessoa com ego
seria suficiente para corromper todo o resto e colocar
em risco a própria Idade de Ouro. Essa é
a dura realidade!
Durante
a Idade de Ouro não haverá fronteiras,
a Terra será transformada e surgirá
uma nova Terra, regenerada! Tudo isso que estou
comentando está simbolizado no Touro Alado!
O Touro Alado é o símbolo da Terra
regenerada! É o símbolo do evangelho
da futura Idade de Ouro. A Idade de Ouro não
é daqui a alguns milhões de anos!
Não! É para agora, para a Era de Aquário!
Nostradamus disse que sob Aquário surgiria
a Idade de Ouro e Nostradamus jamais se equivocou!
Além disso, fatos são fatos! Hercólobus
já está ao alcance dos telescópios.
Não vê quem não quer.
Portanto,
o objetivo de nossos estudos é, precisamente,
o de formar um grupo de pessoas que sirva de base
para a futura Sexta Grande Raça. Se vocês
cooperarem com o Sol, com o Logos Solar, se trabalharem
sobre si mesmos, poderão fazer parte desse
núcleo fundamental. Seria fantástico
se vocês chegassem a fazer parte desse grupo
inicial...
Os
tempos finais estão às nossas portas. Mas,
as pessoas, vendo, não vêem, e, ouvindo,
não ouvem!
Há
muitos anos atrás, quando eu era ainda muito jovem,
me revelaram nos mundos superiores tudo isso que estou
aqui hoje comentando com vocês. Soube então
que a mim estava destinado cumprir esta missão.
E me via exatamente assim, diante de vocês, no meio
dos grupos, dizendo isso tudo que estou dizendo hoje aqui.
Através do sentido da clarividência eu via
Hercólobus, eu me via nas ruas e nos auditórios,
via as pessoas rindo do que eu falava, via aqueles que
acreditavam em minhas palavras, enfim, naquele tempo já
pude antever tudo que acontece hoje. Tudo que disse vai
se cumprir, tudo vai acontecer, não tenham dúvida!
Na
Atlântida, quando fiz o mesmo trabalho que estou
fazendo hoje, as pessoas também davam risada, debochavam,
faziam piada, me chamavam de louco, etc. Bem, antes que
aquelas pessoas despertassem para a realidade próxima,
tivemos que sair rumo às novas terras para evitar
a catástrofe. Todos aqueles que desdenharam nossos
avisos morreram afogados ou tragados pelos terremotos.
A mesma coisa vai acontecer agora, em nossa época..."