Curso
de Antropologia Holística
25ª Lição
Técnicas de Meditação
Jorge L. Rodrigues
Paz inverencial!!!
Meditar
é silenciar a mente, e ir ao encontro de nosso Ser
que está em nosso interior. A meditação
melhora o funcionamento da fisiologia cerebral aumentando
a criatividade e aliviando as tensões emocionais.
O Dr. Keith Wallace, da Universidade da Califórnia,
realizou testes em homens e mulheres com idades variadas,
e se surpreendeu com os resultados obtidos através
do eletroencefalograma, que é um aparelho que mede
as ondas cerebrais das pessoas.
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Na
Meditação, baixam-se a pressão
sangüínea e os hormônios em excesso,
que produzem o e stress. Com a atividade celular
mais lenta, reduz-se a necessidade do oxigênio,
permitindo um maior fluxo de sangue para os músculos
reduzindo a carga de trabalho para o coração.
Além disso, reduz-se totalmente a ansiedade.
Com
essa eliminação de sobrecarga do sistema
nervoso, é claro que aumenta a auto confiança,
o bom humor, e o relacionamento com outras pessoas.
E logicamente isto evita o aparecimento de doenças,
como constatou o Prêmio Nobel de Física
de 1977, Dr. Prigogine: Da mesma forma que
o sistema imunológico combate uma bactéria,
o corpo da meditação repele qualquer
doença, por que funciona em estado de integridade
neurofisiológica.
Ao
lado: Sidarta Gautama o criador do Budismo
558a.C. Foi
através da meditação
que Gautama despertou completamente sua consciencia
e descobriu as quatro verdades que libertam os homens
de todos os sofrimentos.
O
Budismo acabara de nascer e já se espalhava
como um rastilho de pólvora. Milhares de
pessoas passaram a seguir os passos do Buda, comunidade
constituiram-se rapdamente, regras foram instituidas,
prescrições rigorosas foram editadas.
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Muitas
pessoas que sofrem de insônia consegue ficar livres
dos tranqüilizantes através da meditação
que sempre trás a harmonia e a felicidade interna.
Também os fumantes perdem o gosto pelo cigarro, os
alcoólatras param de beber e os usuários de
outras drogas, passam a enxergar que todas estas coisas
são ilusões que só serve para enganar
a si mesmo, destruir o próprio organismo e aprisionar
o Ser nos mundos infernos... Nós gnósticos
alcançamos o êxtase naturalmente, sem nunca
precisarmos destas substâncias destrutivas e ilusórias...
Com
a Meditação, a atividade mental fica mais
clara, a pessoa passa a ter uma percepção
real das coisas, aumento de memória, QI e criatividade,
acumulando energia para exercer suas atividades de maneira
revitalizada. A meditação traz o equilíbrio
e o silêncio mental, além de aumentar a imaginação,
a fé e a capacidade de realizar aquilo que projetamos
para a nossa vida. Aprendemos a viver e percebemos a relatividade
do tempo.
MEDITAÇÃO PARA INICIANTES
O segredo para Meditar é silenciar a mente, e geralmente
todos os iniciantes têm muita dificuldade para conseguir
este silencio.
Desgraçadamente
nossa mente parece um macaco que fica pulando de galho em
galho. Pois, seus pensamentos estão sempre correndo
de um lado a outro sem nunca chegar a lugar algum. Temos
que pensar no impensável, silenciar a mente é
deixar de pensar. Repare que quem pensa muito vive o mundo
dos sonhos e nunca consegue nada na vida, e não nego
que muitas pessoas ficam loucas de tanto pensar.
A
única diferença entre os animais e as bestas,
é que estas últimas pensam para agir e os
animais agem por instinto. Repare que os animais não
sofrem de inveja, fobia, complexo, depressão, tristeza,
desânimo de viver, etc. Pois tudo isto é fruto
do pensamento, e o Ser é o Ser; e o Ser não
necessita de pensar.
Antes
de nos aprofundarmos neste tema da Meditação,
que é pensar no impensável e silenciar a mente,
iniciaremos com uma técnica de tranqüilizar
a mente, imaginando um belíssimo cenário natural
nos primeiros dias de prática.
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O
estudo de si mesmo, a serena reflexão, em
última instância, conclui, obviamente,
na quietude e no silêncio da mente. Quando
a mente está quieta e em silêncio,
não apenas no nível superficial do
intelecto, mas em todos e cada um dos 49 departamentos
da subconsciência advém o novo, liberta-se
a Essência, a consciência, e produz-se
o despertar da alma, o êxtase o samadhi..."
Samael
Aun Weor
A
chave do conhecimento, de Gloria Chadwick
em sua obra DESCOBRINDO SUAS VIDAS PASSADAS, é
uma técnica para iniciantes que consiste
em ficar imaginando todo o conteúdo do texto
abaixo, após ter lido-o por algumas vezes
para memorizá-lo. Procure um lugar bem tranqüilo,
respire fundo e suavemente. Sente-se em uma poltrona
confortável e esqueça todos os pensamentos
que passarem por sua mente meditando apenas da forma
que ensina o texto abaixo. Dê asas a sua imaginação,
e boa viagem!
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A
CHAVE DO CONHECIMENTO
Faltam apenas alguns momentos para o amanhecer.
É uma bela manhã de verão ao ar livre,
usufruindo o início de um novo dia. Você tem
consciência de uma brisa cálida e suave, e
também do aroma do ar matutino. Pode ouvir pássaros
chilreando a distância, e o som das suas vozes dando
boas-vindas ao amanhecer de um novo dia é suave e
agradável. Você percebe a sua frente um local
muito plausível para relaxar. É povoado de
árvores, o chão está coberto de grama.
Você começa a caminhar naquela direção,
imaginando que deve ser bom estar ali e desfrutar o nascer
do sol. A grama parece veludo a seus pés, e, enquanto
caminha, sinta-se mais livre do que jamais se sentiu antes.
Há uma praia nas proximidades. Pode-se ouvir
o ruído das ondas do mar e você acha que apreciaria
mais ainda a alvorada se estivesse na praia. Põe-se
a caminhar na direção da praia, e, quando
ela está mais próxima, você consegue
ver ondas que chegam suavemente à praia.
Você
olha para o céu e percebe que está ficando
cada vez mais claro. Há uma clara visão do
horizonte onde a água, ao longe, aparentemente se
encontra com o céu. Já se pode ver os primeiros
raios do sol surgindo no horizonte, suas cores refletidas
e espelhadas na água.
Pode-se também ver algumas nuvens no céu
da manhã, agora tingidas com as cores do amanhecer.
Laranja-pálido no início, e depois o laranja-pálido
se mescla com um tom rosa que você nunca viu antes.
É quase como se pérolas estivessem colorindo
a raiz das nuvens, ou então a água nelas estivesse
à cor da alvorada. Você se conscientiza de
que esta vendo pela primeira vez as cores do amanhecer de
um modo muito especial. A beleza e a transparência
do colorido lhe inspiram uma sensação de assombro
quando você se dá conta de que está
vendo as cores de um novo dia... as cores de um novo começo.
Você fecha os olhos e sente as cores do amanhecer
e ouve a mágica melodia que elas tocam em sua mente.
Você agora se sente como se fosse aquele colorido
da alvorada. Você é o colorido do nascer do
sol. Na verdade, você se tornou o nascer do sol. As
cores vão se apagando, dando lugar à cor dourada
do sol. O astro-rei está agora acima do horizonte,
e você vai subindo com ele. À medida que o
sol se eleva mais alto no céu, você continua
a subir com ele. O sentimento é estimulante e você
se sente mais ativo do que nunca.
E agora você está adiante do amanhecer...
adiante das cores da alvorada dirigindo-se ao centro de
si mesmo, e tem a impressão de sempre ter estado
ali. De sempre ter conhecido o caminho para esse local extremamente
especial e mágico.
Ao
olhar para a direita, você verá uma chave dourada
que se formou pelo nascer do sol e pelas cores do alvorecer.
Essa chave dourada abre seu conhecimento e verdade interiores.
Procure alcançar a chave dourada. Segure-a na mão,
sinta o seu calor. Sinta-a pulsando com energia e poder
positivo. Segure a chave contra o seu coração
e sinta-se tomando consciência da verdade interior.
Segure a chave contra sua mente e tome consciência
dos seus tesouros. Sinta sua mente se abrindo, explorando-se
em conhecimento e consciência. Segure a chave contra
sua alma e sinta-se tomando conhecimento da luz que existe
em você. Até aqui as palavras de
Gloria Chadwick, da obra anteriormente citada.
PALAVRAS DE RAMAKRISHNA
Bhagavan Ramakrishna (1836-1886), mestre brâmane da
tradição hindu, que deixou sua grande mensagem
espalhada pelos quatro cantos do mundo em nome da Trimurti:
Brahama, Vishnu e Shiva, em muitas de sua sentenças
proferidas durante suas conversas, esclarece bastante sobre
a meditação:
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Um
milhano, com um peixe no bico, estava sendo perseguido
por um bando de gralhas e de outros milhanos, que
lhe davam bicadas e tentava arrancar-lhe o peixe.
Para toda parte onde ia, os outros voavam atrás
dele. Cansado daquela correria, o milhano deixou
cair o peixe. Um outro milhano apanhou-o imediatamente
e foi por sua vez perseguido por todos os outros
pássaros. O primeiro milhano, finalmente
tranqüilo, descansou em cima de um galho. Ao
ver o sossego e a serenidade do pássaro,
o Avadhuta prosternou-se diante dele e disse: -Tu
és meu gurú. Tu me ensinastes que
a paz de espírito só é possível
neste mundo quando renunciamos a todas as coisas
supérfluas. Caso contrário, Só
encontramos tropeços a cada instante.
Deus
reside em todos os homens, mas nem todos os homens
estão nele. Por isso eles sofrem.
Podemos
visitar a Terra inteira e não encontrar a
religião verdadeira. Ela só existe
no coração de cada um. Aquele que
não a tem em si, não a encontrará
fora de si."
Ao
lado Ramakrishna |
Quando
refletimos sobre a palavra eu e tentamos ir até sua
origem, percebemos que ela não designa outra coisa
senão o egoísmo. Quando a mente está
presa à consciência do mundo exterior, enxerga
apenas objetos materiais e não saiu da bainha física
da alma, que tem necessidade de alimento para viver. Quando
a mente se dirige para o interior, é como se alguém
fechasse a porta da casa e se dirigisse para os quartos
interiores. O espírito vai do corpo grosseiro ao
corpo sutil, deste ao corpo causal e em seguida atinge o
estado causal último. Quando chega aí mergulha
no infinito.
MEDITAÇÃO
AVANÇADA
A seguir estudaremos técnicas avançadas de
Meditação para pensar no impensável
e silenciar a mente. São segredos ocultos milenares
das antigas escolas de mistérios.
O V. M. Samael Aun Weor, em sua obra A MAGIA DAS RUNAS,
nos mostra e esclarece as técnicas avançadas
para a Meditação:
A
informação intelectual não é
vivência. Erudição não é
experiência. O ensaio, a prova e a demonstração
exclusivamente tridimensional não são UNITOTAIS.
Tem de haver alguma faculdade superior à mente
e independente do intelecto que seja capaz de nos dar um
conhecimento e uma experimentação direta sobre
qualquer fenômeno. Opiniões, conceitos, teorias,
hipóteses, não significam verificação,
experiência, consciência plena sobre tal ou
qual fenômeno.
Somente libertando-nos da mente podemos viver de verdade
ISSO que há de real. AQUILO que se encontra em estado
potencial atrás de qualquer fenômeno. Mente
há em toda parte. Os sete cosmos., os mundos, as
luas, os sóis, nada mais são do que substância
mental cristalizada ou condensada.
A mente também é matéria, ainda
que bem mais rarificada. Substância mental existe
nos reinos mineral, vegetal, animal e humano. A única
diferença que existe entre o animal intelectual e
a besta irracional é isso que se chama intelecto.
O bípede humano deu à mente forma intelectual.
O mundo nada mais é do que uma forma mental ilusória
que se dissolverá inevitavelmente no fim deste grande
dia cósmico.
Minha pessoa, teu corpo, meus amigos, as coisas minha
família... são, no fundo, isso que os hindus
chamam Maya ou ilusão, vãs formas mentais
que cedo ou tarde deverão ser reduzidas à
poeira cósmica.
Meus afetos, os seres queridos que me cercam, etc.,
são formas simples da mente cósmica, não
tendo uma existência real.
Urge que montemos no burro (a mente), para entrarmos
na Jerusalém Celestial em um Domingo de Ramos. Infelizmente,
hoje em dia, o asno monta em nós, miseráveis
mortais do lodo da Terra.
Ninguém
pode conhecer a verdade enquanto seja escravo da mente.
O Real não é questão de suposições,
mas de experiência direta.
Jesus, o grande Kabir, disse: Conhecei a verdade e
ela vos fará livres. Porém, vos digo: a Verdade
não é questão de afirmações,
negações, crenças ou dúvidas.
A verdade tem que ser experimentada diretamente na ausência
do Eu, além da mente. Quem se liberta do intelecto
pode experimentar, viver, sentir um elemento que transforma
radicalmente.
Quando nos libertamos da mente. Ela se converte em
um veículo dúctil, elástico, útil,
mediante o qual nos experimentamos neste mundo de maneira
consciente. A lógica superior convida-nos a pensar
que se libertar, se safar de toda mecanicidade, se emancipar
da mente, equivale a despertar a consciência e a terminar
com o automatismo.
Aquilo
que está além da mente é BRAHAMA, o
eterno espaço incriado, ISO que não tem nome,
o Real. Porém, vamos ao grão: quem ou o que
deve se safar, se libertar da mortificante mente? Respondemos
esta interrogação com as seguintes palavras:
o que deve e pode se libertar é o que temos de alma
em nós, a consciência, o princípio Budista
interior.
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Quando
nos libertamos da mente. Ela se converte em um veículo
dúctil, elástico, útil, mediante
o qual nos experimentamos neste mundo de maneira consciente.
A lógica superior convida-nos a pensar que
se libertar, se safar de toda mecanicidade, se emancipar
da mente, equivale a despertar a consciência
e a terminar com o automatismo.
Aquilo
que está além da mente é BRAHAMA,
o eterno espaço incriado, ISO que não
tem nome, o Real. Porém, vamos ao grão:
quem ou o que deve se safar, se libertar da mortificante
mente? Respondemos esta interrogação
com as seguintes palavras: o que deve e pode se libertar
é o que temos de alma em nós, a consciência,
o princípio Budista interior.
A
todas as luzes resulta brilhante compreender que quando
cessa a tempestade no oceano da mente e termina a
luta entre os opostos, a Essência escapa e submerge
no Real.
A
mente só serve para nos amargar a existência.
Felicidade autêntica, legítima, real,
só é possível quando nos emancipamos
do intelecto. Porém devemos reconhecer que
há um inconveniente, um obstáculo maiúsculo,
um óbice para essa aspirada libertação
da Essência. Quero fazer referência ao
tremendo batalhar das antíteses. |
A mente só serve para nos amargar a existência.
Felicidade autêntica, legítima, real, só
é possível quando nos emancipamos do intelecto.
Porém devemos reconhecer que há um inconveniente,
um obstáculo maiúsculo, um óbice para
essa aspirada libertação da Essência.
Quero fazer referência ao tremendo batalhar das antíteses.
A Essência, a consciência, ainda que de
natureza búdica, infelizmente vive engarrafada no
aparatoso dualismo dos opostos: sim e não, bom e
mau, alto e baixo, meu e teu, gosto e desgosto prazer e
dor, etc.
A
todas as luzes resulta brilhante compreender que quando
cessa a tempestade no oceano da mente e termina a luta entre
os opostos, a Essência escapa e submerge no Real.
O dificultoso, o trabalhoso, árduo e penoso
é conseguir o silêncio mental absoluto em todos
em cada um dos 49 departamentos subconscientes da mente.
Alcançar ou obter quietude e silêncio no nível
meramente intelectual, ou em uns quantos departamentos subconcientes,
não é o suficiente, porque a Essência
continua ainda enfrascada no dualismo submerso, infra-consciente
e inconsciente.
Mente em branco é algo demasiada superficial,
oco e intelectual. Necessitamos de reflexão serena
se de verdade queremos conseguir a quietude e o silêncio
absoluto da mente.
A palavra chinesa MO significa silencioso ou sereno.
CHAO significa refletir ou observar. Logo, MO CHAO pode
ser traduzido como reflexão serena ou observação
serena. Porém, no Gnosticismo puro, os termos serenidade
e reflexão têm um sentido muito mais profundo
e devem ser compreendidos em suas conotações
especiais.
O sentido de sereno transcende ao que normalmente
se entende por calma ou tranqüilidade. Implica em um
estado superlativo que está além dos raciocínios,
dos desejos, das contradições especiais.
O
sentido de reflexão está bem, além
disso, que sempre se entendeu por contemplação
de um problema ou de uma idéia. Aqui, não
implica em pensamento contemplativo ou em atividade mental
e sim numa espécie de consciência objetiva,
clara e refletora, sempre iluminada pela sua própria
experiência. Portanto, sereno é igual à
serenidade do NÃO PENSAMENTO e reflexão significa
CONSCIÊNCIA INTENSA CLARA.
Reflexão serena é a consciência
clara na calma e na tranqüilidade do NÃO-PENSAMENTO.
Quando reina a serenidade perfeita consegue-se a verdadeira
e profunda iluminação.
REGRAS DA MEDITAÇÃO
Continua o V.M. Samael Aun Weor:
A meditação científica tem dez
regras básicas, fundamentais, sem as quais seria
impossível a libertação, a emancipação
dos grilhões mortificantes da mente.
As dez regras da meditação são:
1) Tornar-se totalmente consciente do estado de ânimo
em que se encontra antes que surja qualquer pensamento;
2) Psicanálise: investigar a raiz, a origem
de cada pensamento, recordação, ressentimento,
emoção afeto, sentimento... conforme vá
surgindo na mente.
3) Observar serenamente a própria mente, pôr
plena atenção em toda forma mental que faça
sua aparição na tela do intelecto;
4) Tratar de recordar, rememorar esta sensação
de CONTEMPLAR de momento a momento, durante o curso normal
da vida diária.
5) O intelecto deve assumir um estado psicológico
receptivo, íntegro, UNI-TOTAL, pleno tranqüilo,
profundo.
6) Deve existir continuidade de propósitos
na técnica da meditação, tenacidade,
firmeza e constância.
7) Torna-se agradável, interessante, assistir
a cada vez que se possa, aos períodos de meditação
nos lumisiais gnósticos.
8) É perenptório, premente, converter-se
em um vigia da própria mente. Durante qualquer atividade
agitada ou de revolta, há que se deter por um instante
a fim de observá-lo.
9) Torna-se imprescindível praticar sempre
com os olhos físicos fechados a fim de evitar as
percepções sensoriais externas;
10) Total relaxamento em todo o corpo e sábia
combinação da meditação com
o sono.
Querido
estudante, chegou o momento de aquilatar e de analisar judiciosamente
dez regras científicas da meditação.
a) O princípio básico e o fundamento
do Samadhi (estase) consistem em um prévio conhecimento
introspectivo de si próprio. Torna-se indispensável
à introversão durante a meditação
profunda. Devemos começar pelo conhecimento do estado
de ânimo em que nos achamos antes que apareça
no intelecto qualquer forma mental. Compreendam que todo
pensamento que surge no entendimento é sempre precedido
de dor ou prazer, alegria ou desgosto, etc.
b) Reflexão serena; examinar, aquilatar e inquirir
sobre a origem causa, razão ou motivo fundamental
de todo pensamento, recordação, imagem, afeto,
desejo, etc., conforme vá surgindo na mente. Nesta
segunda regra há auto-descobrimento e auto-revelação.
c)
Observação serena: pôr plena atenção
em toda forma mental que faça sua aparição
na tela do intelecto.
d)
Devemos nos converter em espiões da nossa própria
mente; contemplá-la em ação, de momento
a momento.
e) O CHITTA (a mente) transforma-se em VRITTIS (ondas
vibratórias). A mente é como um lago aprazível
e calmo. Se cai uma pedra nele elevam-se pequenas bolhas
desde o fundo. Os diferentes pensamentos são ondulações
perturbadoras na superfície do lago. Que o lago da
mente permaneça cristalino, sereno, profundo e sem
ondas durante a meditação.
f) Os tipos inconstantes, volúveis, versáteis,
cambiantes, sem firmeza, sem vontade, jamais conseguirão
atingir o Satóri, o Samadhi.
g) A técnica da meditação científica
pode ser praticada tanto de maneira isolada ou individual
como por grupos de pessoas afins.
h) A alma deve se libertar do corpo, dos afetos e
da mente. Resulta evidente, notório, patente que,
ao se libertar do intelecto, a alma se livra radicalmente
de tudo o mais.
i) Torna-se urgente, indispensável, eliminar
as percepções sensoriais externas durante
a meditação interior.
j) É indispensável aprender a relaxar
o corpo para a meditação. Nenhum músculo
deve ficar em tensão. Urge provocar e graduar o sono
à vontade. A combinação sábia
do sono com a meditação produz Iluminação.
QUIETUDE E SILÊNCIO DA MENTE
No misterioso umbral do templo de Delfos havia uma
máxima grega gravada na pedra que dizia: NOSCE TE
IPSUM - Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás
o Universo e os Deuses.
O
estudo de si mesmo, a serena reflexão, em última
instância, conclui, obviamente, na quietude e no silêncio
da mente.
Quando a mente está quieta e em silêncio,
não apenas no nível superficial do intelecto,
mas em todos e cada um dos 49 departamentos da subconsciência
advém o novo, liberta-se a Essência, a consciência,
e produz-se o despertar da alma, o êxtase o samadhi,
o satori dos santos.
A experiência mística do real nos transforma
radicalmente. As pessoas que jamais experimentaram ISSO
que é a verdade ficam borboleteando de escola em
escola. Não encontraram seu centro de gravidade cósmica
e morrem fracassadas, sem terem jamais conseguido a tão
desejada auto realização íntima.
O despertar da consciência, da Essência,
da Alma ou Budhata, só é possível com
a emancipação do dualismo mental, da ondulação
intelectual e do batalhar das antíteses. Qualquer
luta subconsciente, infraconsciente, inconsciente, submersa,
converte-se em uma trava para a libertação
da Essência ou Alma.
Todo o batalhar das antíteses, por mais insignificante
que seja indica, assinala, acusa pontos obscuros, ignorados,
desconhecidos nos infernos atômicos do homem.
Refletir observar, conhecer esses aspectos infra-humanos
do Mim Mesmo, esses pontos obscuros, resulta indispensável
para se conseguir a quietude e o silêncio absolutos
da mente.
Só na ausência do Eu é possível
experimentar ISSO que não é do tempo
Até
aqui afirmou o VM. Samael Aun Weor: fundador mundial das
Instituições Gnósticas de nossa Era.
PRÁTICA DE MEDITAÇÃO
A prática da meditação e seus efeitos
sobre o organismo humano vem sendo estudado em diversas
universidades dos Estados Unidos, Europa, Rússia,
Japão e em vários outros países, e
inclusive em muitos deles oferece até desconto especial
no seguro de vida das pessoas que praticam a meditação.
Muitos
atletas olímpicos praticam a Meditação,
assim como pilotos da aviação e os próprios
astronautas, para aliviarem suas tensões. De acordo
com especialistas, no Brasil, mais de 50 mil pessoas meditam
e no mundo todo os adeptos já atingem cerca de 3
milhões. Não é à toa que cinco
universidades americanas incluíram a meditação
em seus currículos.
A
rica tradição oriental dos chineses, hindus,
japoneses, etc... é o suficiente para um sério
e profundo estudo das vantagens oferecidas por esta prática
milenar.

Acima
monges Budistas em frente ao milenar Templo Shaolim
na China. Onde desenvolveu as Artes Marciais orientais
e uma das maiores disciplinas de meditação.
|

Um
dos primeiros mestres foi Bodhisatva conhecido
por Ta Mo e por Taruma Taishi o 28º Patriarca
do Budismo. |
|
OS
SIDHIS
Os Sidhis, são poderes extrasensoriais que são
desenvolvidos através de nossas PRÁTICAS,
que despertam os Chacras ou centros psíquicos de
energia que estão em correspondência com certas
funções físicas, mentais e espirituais
do homem.
Entre
os principais Sidhis estão a Telepatia, clarividência,
desdobramento astral, o dom de curar com as mãos,
etc. Também existe os Sidhis mais avançados
tal como as ciências Jinas que é o ato de penetrar
com o corpo físico em outras dimensões do
Universo e estudar os mistérios da vida e da morte.
MANDALAS E YANTRAS
As Mandalas e Yantras são símbolos mágicos
usados há milhares de anos para a disciplina da meditação.
São originário do oriente, no entanto pode
se manifestar no inconsciente de qualquer pessoa como um
sistema de auto cura, ou defesa do organismo, e foi isto
que levou o grande psicólogo Carl Gustav Jung, a
estudá-la meticulosamente.
As
Mandalas são desenhos em formatos circulares, enquanto
que os Yantras são um conjunto de ponto, círculos,
triângulos, quadrados, etc,. Tanto as Mandalas como
os Yantras, são elementos poderosíssimos para
se atingir a quietude da mente e alcançar níveis
superiores de consciência.
Estes
círculos mágicos, combinam arte, filosofia
ciência e mística, e expressam completa união
com o divino, através da meditação.
Basta concentrar no ponto central das Mandalas ou do Yantras
nos horários em que você for entoar os Mantras.
Na verdade estes elementos são um espelho do inconsciente,
e na Meditação apenas concentre no ponto central
e procure relaxar todo o corpo, fique consciente do momento
presente e entregue seus problemas a BRAHAMA (Deus). Não
pense em mais nada, esvazie a mente, lembre-se que o Ser
não necessita de pensar.
MANDALA
Mandala é uma palavra sânscrita que significa
Círculo, representando a própria Criação,
pois tudo no universo é curvo, desde os átomos,
planetas e todas as galáxias.
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Mandala
é uma palavra sânscrita que significa
Círculo, representando a própria Criação,
pois tudo no universo é curvo, desde os átomos,
planetas e todas as galáxias. A Mandala aparece
nos templos antigos, nos rituais sagrados, nas danças
circulares, em algumas artes marciais do oriente,
forma-se naturalmente na areia, nas montanhas ou na
terra batida. Encontramo-la também na entrada
de casas de pessoas humildes, nas pinturas, esculturas
e em todas as artes. Muitas tribos indígenas,
inclusive as pré colombianas, maias, astecas,
toltecas, etc, atingem o êxtase dançando
em círculos. |
A
Mandala aparece nos templos antigos, nos rituais sagrados,
nas danças circulares, em algumas artes marciais
do oriente, forma-se naturalmente na areia, nas montanhas
ou na terra batida. Encontramo-la também na entrada
de casas de pessoas humildes, nas pinturas, esculturas e
em todas as artes. Muitas tribos indígenas, inclusive
as pré colombianas, maias, astecas, toltecas, etc,
atingiam o êxtase dançando em círculos.
Atualmente
nos fins de nossa cacarejada raça Ária, a
pobre e decadente humanidade está robotisada, são
marionetes controladas por glutões materialistas
dos vários meios de comunicação. Estão
endeusando o intelecto, a ciência e o Ego e o resultado
desta profanação são as doenças
físicas, mentais e espirituais, penitenciarias superlotadas,
abortos, crimes, prostituição, roubo, desordem,
anarquia, falsidade, etc,.
A Iluminação interior está ficando
cada vez mais distante é um privilégio de
apenas uns poucos Iniciados da Loja Branca, pois o resto
é pura sujeira, contaminação, um abismo
negro e sem luz.
As
religiões hindu, são sistemas milenares para
se atingir a AUTO-CONSCIÊNCIA. Para o Vedanta, está
consciência cósmica é BRAHAMA (Deus),
e a centelha individual corporificada é ATMAN. No
entanto a união BRAHAMA-ATMAN, não é
possível para os homens-robos, marionetes intelectuais
que desconhecem as leis imutáveis do universo e acham
que tais estudos, como meditação, mandalas,
mantras, etc, são bobagens.
Quanto
maior for a INCONSCIÊNCIA das pessoas, maior serão
seus sofrimentos e angústias... Nossos estudos estão
direcionados para o DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA, ou a
união do homem com a divindade que é BRAHAMA-ATMAN.
E somente com a PRÁTICA é possível
alcançar a AUTO-CONSCIÊNCIA.
Ao
utilizar a Mandala, na verdade, você estará
alcançando paz espiritual, compreensão, tranquilidade,
harmonia sem igual, a união com o Absoluto, com o
Criador e com o Ser.
YANTRA
Yantras são formas geométricas entrelaçadas
nascendo de um ponto central. A palavra Yantra, contém
o sufixo TRA, que significa ferramenta, da mesma forma que
os Mantras, o Yantra é uma ferramenta utilizada para
produzir mudanças interiores, nos diversos níveis
psíquicos, mentais, conscientes, volitivos e espirituais.
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Yantras
são formas geométricas entrelaçadas
nascendo de um ponto central. A palavra Yantra, contém
o sufixo TRA, que significa ferramenta, da mesma forma
que os Mantras, o Yantra é uma ferramenta utilizada
para produzir mudanças interiores, nos diversos
níveis psíquicos, mentais, conscientes,
volitivos e espirituais. |
SIMBOLOGIA
MÍSTICA DO YANTRA
PONTO:
o ponto central que origina o Yantra, simboliza a essência
da alma, o SER ou o próprio BRAHAMA (o Criador).
TRIÂNGULO:
o triângulo, simboliza a Lei do Três ou esotericamente
falando, TRIAMAZICANO. Esta lei está presente em
todas as manifestações da natureza tais como
nas três cores primária: azul, amarelo e vermelho,
as três partículas do átomo: próton,
elétron e nêutron, os três traidores
de Cristo: Judas, Pilatos e Caifás, os três
princípios da existência: nascimento, vida
e morte, nas três pessoas da santíssima Trindade:
Pai, Filho e Espirito Santo, dos egípcios: Osíris,
Ísis e Hórus, dos hindus: Brahama, Vishnu
e Shiva, da Cabala: Ketler, Chokmah e Binah, etc...
QUADRADO:
os quatro lados representam as manifestações
quaternárias da natureza: os quatro pontos cardeais:
norte, sul, leste e oeste, as quatro fases da Lua: minguante,
cheia, crescente e nova, as quatro estações:
primavera, verão , outono e inverno, as quatro etapas
da vida: infância, juventude, maturidade e velhice,
os quatro princípios da Filosofia Iniciática:
saber, querer, ousar e calar, os quatro pilares da sabedoria:
ciência, arte, filosofia e mística, etc...
CÍRCULO:
representa a curvatura do universo, dos planetas e dos átomos,
simboliza também a Roda de Sansara, a Lei de Recorrência,
Retorno e Reencarnação, a Lei do Karma, a
Lei da Relatividade comprovada por Albert Einsten, o círculo
representa a própria Criação, etc...
PÉTALAS:
as pétalas da sagrada flor de Lótus em número
de nove simbolizam, a Nona Esfera (SEXO), a Energia Criadora
que se for canalizada adequadamente através da Alquimia
Sexual eleva o homem aos níveis superiores do SER,
transformando-os (o casal) em deuses inefáveis com
poderes sobre o ar, a água, a terra e o fogo. As
16 pétalas do segundo círculo representam
a continuação do trabalho da nossa Divina
Mãe Kundalini.
A
Nona Esfera, também está representada nos
nove triângulos sendo que, cinco com vértice
para cima simboliza o LINGAM (órgão sexual
masculino), o fogo, o calor do sol, o Mago, a força
vital, o Sêmem, o Mecúrio dos Sábios.
Os triângulos invertidos simbolizam o YONI (órgão
sexual feminino), a água, a temperança da
Lua, a Sacerdotisa, a Pedra Filosofal.
OPOSTOS:
as duas direções claramente apresentadas no
Yantra representam os opostos YIN E YANG, ou seja, de dentro
para fora e de fora para dentro, expansão e contração,
diástole e sístole, observe este processo
cósmico nos movimentos do coração,
no espaço-tempo ou no tempo-espaço, etc.,
não nego que de forma invisível e em outras
dimensões existe um terceiro elemento que é
o fundamente de tudo que é o TAO (caminho), ou o
retorno a Trindade TAO, YIN E YANG. O Homem a Mulher e o
Grande Arcano.
Em
meio a todos estes símbolos da ALTA MAGIA, aclaramos
que as concentrações nas Mandalas e os Yantras,
possuem o objetivo primordial de silenciar a Mente. No silêncio
da Mente a LUZ se fará em nosso SER. Quando atingimos
o silêncio interior, desperta em nós a SABEDORIA
que os intelectuais nem em sonho imaginam existir. No silêncio
da Mente, DESPERTAMOS A NOSSA CONSCIÊNCIA.
Abraço
fraterno; seu instrutor! |